21 de jun de 2011

Introdução Parte III-A: Ventos do Oeste Americano: O Rock Psicodélico


Bom dia amigos visitantes! Venho hoje publicar mais umas palavras da serie Introdução.

Nessa terceira parte falarei um pouco do Rock Psicodélico.

Então viajantes estão preparados? Pois bem que os ventos do Oeste Americano soprem sobre nossas velas! Começa agora Introdução Parte III, Partiu!

Subjetividade, loucura, alucinações, imagens, são palavras que descrevem bem o denominado som psicodélico. Oriundo dos anos 60, uma década voltada de reviravoltas, das quais podemos citar como exemplo, vários países ocidentais adotando o modelo de esquerda política, a guerra fria, a corrida pelo espaço e a queda no moralismo rígido da sociedade. Levaram a juventude, principalmente a americana a realização de manifestações culturais cuja ideologia se mostrava bastante alternativa.

A inocência, idealismo e vontade de atingir níveis de percepção e bem estar espiritual também foram marcantes. Pois esta pequena ambição levou os jovens a terem contato com as recém existentes drogas psicoativas. Mescalina, psylocibina e principalmente o LSD eram a fonte do despertar da consciência e justamente esta fonte tem a ver com as palavras mencionadas bem no inicio do texto.

O rock Psicodélico é um tipo de som que conota reflexão sobre processos internalistas do comportamento, marcado por melodias instrumentais muito longas, efeitos sonoros especiais e muitas vezes harmonias contrastantes e experimentais. Derivado da costa oeste dos Estados Unidos, no inicio teve influência do surf music e de alguns elementos do gênero blues e jazz. Jefferson Airplane, Os Beach boys, Vanilla Fudge e muitas outras bandas daquela década fazem parte do pioneirismo desse tipo de som.

O mundo naquela época não estava parado, ou seja, não girava apenas em torno dos EUA. Mesmo eles sendo os pioneiros com esse tipo de som, a revolução psicodélica, mesmo que de uma maneira diferente e menos maciça também ocorreu em boa parte do mundo, inclusive ate no Brasil. Mas outro lugar que merece ser mencionado com destaque é a boa e velha terra da rainha, a Inglaterra.

Os Beatles, por exemplo, abandonaram as doces melodias que ficavam agarradas nas cabeças dos fãs, principalmente das tietes de plantão e resolveram engajar de vez no som psicodélico. Acredita-se que isso tudo se deva a experiência que tiveram com o LSD e o deslumbramento pela cultura indiana.

O Rock psicodélico inglês se mostrou bastante contagiante e alucinante com musicas como SWLABR, do Cream, Interstallar Overdrive do Pink Floyd (era Syd Barret) e Out of Tunes, do Soft Machine. Realmente mostrava ser um som menos Flower Power como era boa parte dos sons dos Estados Unidos, pois eles viviam a geração paz e amor, os hippies que o digam.

Bom caros amigos do Psiconautas o que quero dizer é que realmente o movimento psicodélico foi algo que marcou o mundo e uma geração extremamente criativa naquela época e que devemos valorizar a musica apresentada por esses ícones. Pois ate hoje elas se mantém vivas na mente de milhares ao redor do Globo Terrestre. Espero que apreciem estas simples palavras passadas a vocês e no mais deixo o link retirado do Youtube de alguns sons psicodélicos para quem não conhece, ou para que os mais despercebidos possam ouvir e estar comparando para sentirem bem o que foi dito aqui. Vou deixar duas musicas de bandas americanas (Jefferson Airplane-Wooden Ships 1969 e Big Brother and the Holding Company-Summer Time 1968) e duas musicas de bandas inglesas (Pink Floyd-Astronomy Domine 1967 e Cream-Toad 1966).

Créditos da imagem: yousaytoo.com

Vídeo links do Youtube:

2 comentários:

  1. Guilherme, o J. Airplane é qualquer coisa de divino, não? Essas músicas tocavam nas rádios durante as noites, num radinho de pilha, pensa. Meu coração "doi" só de lembrar como era/é bom.

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  2. Sim Lilian acho o Airplane alguma coisa de divino. A trilha sonora wooden ships pra mim é incrivel, a guitarra e sensacional! Sem falar é claro no Album de 11 faixas Surrealistic Pillow onde não vejo uma musica ruim! Imagino a dor sua, triste, magico e nostálgico.

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